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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Dúvidas com a Ibogaína? Saiba mais sobre esse tratamento!

Dúvidas com a Ibogaína? Saiba mais sobre esse tratamento!
Dúvidas com a Ibogaína? Saiba mais sobre esse tratamento!

Esse tratamento vem buscando ajudar a todos os dependentes de que a ibogaína pode ser a solução para a dependência química. Porém muitas clinicas estão utilizando a estratégia da Difamação para se mostrar melhor do que seus concorrentes. Então, o que é importante saber para realizar o tratamento em uma instituição séria?

1º - Referências, procure saber o que dizem da instituição, como ela trabalha e qual os profissionais que ela possui.

2º - Presença de um médico na instituição, e também de uma estrutura de Emergência próxima. Muitos realizam tratamento com ibogaína em chacaras longe de hospitais e sem estrutura ambulatorial, isso é necessário, pois nunca sabemos como o organismo pode reagir a subtância.

3º - Apoio ao dependente, mesmo após o tratamento é necessário um suporte ao paciente, devido a experiência realizada é de extrema importância um apoio a todos eles, de no minimo 6 meses.

4º - Qualidade da Iboga, sempre se atente a isso, existe inúmeros tipos de Iboga. Tem a Ibogaína derivada da Raiz da Iboga, Tem a Ibogaína gerada da Voacangina, Iboga TA, Casca, Raíz. Algumas clinicas dizem realizar o chá da iboga, quem trabalha seriamente com ela sabe que isso não é o IDEAL. Para se ter uma recuperação é necessario a ibogaína da forma mais pura possivel.
https://www.youtube.com/watch?v=25Nq6uzGBeI

5º - A ibogaína não fornece a ninguém 100% de cura. É necessário a vontade do dependente químico se recuperar, junto a um bom trabalho da instituição. A média internacional é de 70% de cura, no brasil as clinicas informam 80%. Então saiba de onde vem tais informações.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Matéria sobre a Ibogaína

Matéria sobre o tratamento para a libertação das drogas através da Ibogaína. Confira:

Substância inibe a dependência química em apenas cinco dias, diz pesquisa:

Derivada da raiz de uma planta africana chamada "Iboga", a ibogaína está sendo amplamente utilizada no tratamento de dependência química e, segundo uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a eficácia do uso da substância foi positiva em 72% dos pacientes que participaram do estudo.

Descoberta no ano de 1962, a ibogaína provoca a produção do hormônio GDNF, que estimula a criação de conexões neuronais, ajudando os dependentes químicos a perderem a vontade de usar drogas. "O princípio ativo, que é metabolizado no fígado, recupera a capacidade do cérebro de produzir elementos químicos que ele havia deixado de produzir, por conta do uso das drogas", afirmou o naturopata Dr. Rogério Souza.

Com alguns efeitos colaterais, a substância, apesar de causa estranheza à princípio, "não vicia, não faz mal e só possui contraindicações para pacientes cardíacos, grávidas ou esquizofrênicos", disse o Doutor. O reequilíbro do cérebro promove um bem-estar físico e mental, levando o paciente a ficar mais consciente de si mesmo, facilitando também o processo do terapeuta.

O IBTA (Instituto Brasileiro de Terapias) realizou uma pesquisa com seus dois mil pacientes, no período de um ano. Desses, mais de 80% se livraram da dependência química e se dizem completamente curados do vício. "Eu estava em estado crítico, roubando e me prostituindo por conta das drogas já há mais de dez anos, quando um amigo meu me indicou o tratamento com a ibogaína. Fui para a clínica em março de 2014, fiquei lá por cinco dias e, desde então, nunca mais tive necessidade de usar entorpecentes", disse Tamires de Oliveira, de 29 anos e ex dependente química.

O tratamento consiste em cinco doses da substância, atreladas ao atendimento com um terapeuta para trabalhar o lado psicológico da pessoa. "Foi muito estranho e surpreendente. No primeiro dia do tratamento, é uma dose de teste, para ver como o nosso organismo reage à substância. No segundo dia a dose é bem mais forte e monitorada por médicos. Já no terceiro, eu acordei me sentindo muito bem, sem nenhuma vontade de voltar àquela vida", afirmou Tamires.

Apesar de ser um tratamento aparentemente bastante eficaz, ainda é pouco conhecido devido às relações entre o governo e a economia do país. De acordo com um relatório publicado em junho pelo Escritório de Drogas e Crimes da Organização das Nações Unidas (UNODC), o Brasil é o maior centro de distribuição de cocaína do mundo, o que ajuda a aquecer a economia do país. "Os interesses políticos e econômicos não permitem que os resultados da ibogaína caiam 'na boca do povo'. Os dependentes químicos trazem muito dinheiro para o país, incentivando cada vez mais o tráfico de drogas. É aquela história toda de que é mais interessante 'remediar o problema, do que saná-lo de uma vez por todas", concluiu o especialista.


quinta-feira, 11 de junho de 2015

Tratamento com Ibogaina em Paulinia

Raiz africana é arma contra a dependência
O remédio é produzido a partir da ibogaína, uma substância extraída da raiz da iboga, uma planta encontrada na África Central, comumente usada em rituais religiosos

Um medicamento feito a partir da raiz de uma planta africana está sendo visto como luz no fim do túnel por dependentes químicos que não conseguem se livrar do vício sozinhos. Estudos apontam que o índice de recuperação chega a 70% e o paciente não precisa ficar internado. A substância foi descoberta na década de 1960 por um americano, mas ganhou adeptos somente nos últimos anos com estudos e testes.

O remédio é produzido a partir da ibogaína, uma substância extraída da raiz da iboga, uma planta encontrada na África Central, comumente usada em rituais religiosos. O medicamento é produzido no Canadá e liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a importação.

A planta não pode ser cultivada e nem vendida no Brasil. A importação é feita pelos próprios pacientes por meio das poucas clínicas especializadas no tratamento. Um dos estudos mais recentes foi feito por uma equipe da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que passou seis anos fazendo testes com o medicamento. Os resultados foram impressionantes: dos 75 pacientes que usaram a ibogaína, 61% abandonaram a dependência, seja de álcool, crack ou cocaína. Os tratamentos habituais em geral, curam de 30% a 35% dos dependentes.

O tratamento

Para usar o medicamento o paciente tem que ser monitorado o tempo todo por uma equipe médica e psicológica — por isso é proibido o uso em casa, sem acompanhamento especializado. Dependendo da quantidade ingerida, o paciente pode passar cerca de dez horas em uma espécie de alucinação, onde, geralmente, vê uma retrospectiva de sua vida. Ou seja: ele sofre uma alteração na percepção, com a sensação de reviver a própria vida. Tem lembranças fortes, emoções; e sob o efeito da ibogaína consegue ver antigos problemas de uma nova forma. As imagens chegam na mente em ordem cronológica, desde o nascimento até o período atual. Antes de ingerirem o medicamento, os pacientes são treinados para deletarem essas imagens para conseguirem suportar o processo.

Pacientes cardíacos ou com certas doenças neurológicas não podem usar a ibogaína. Antes de fazer o tratamento, a pessoa tem que ficar 15 dias sem usar nenhum medicamento, álcool ou droga. Depois de uma avaliação psicológica, o paciente é liberado para a utilização.

Apesar dos estudos, ainda não se sabe exatamente como a substância atua no combate à dependência, mas as pesquisas indicam que age em dois níveis: tanto na química cerebral como na psicologia do dependente. Por um lado, a droga estimula a produção do hormônio GDNF, que promove a regeneração do tecido nervoso e estimula a criação de conexões neuronais. Isso permitiria reparar áreas do cérebro associadas à dependência, além de favorecer a produção de serotonina e dopamina, neurotransmissores responsáveis pelas sensações de bem-estar e prazer. Isso explicaria o desaparecimento da “fissura” relatado pelos dependentes logo após sair de uma sessão.

“Estudamos o potencial terapêutico da substância em dependes químicos, e tem muito potencial. Mas tem que tomar cuidado porque existem muitas clínicas que não são confiáveis fazendo o tratamento, e isso pode ser perigoso”, afirmou o psiquiatra que coordenou a pesquisa da Unifesp, Dartiu Xavier da Silveira, que atende dependentes químicos há 27 anos.

Na região

Em Paulínia, uma clínica é especializada na substância e, há cerca de 14 anos, trata dependentes químicos com a ibogaína. O naturopata Rogério Moreira de Souza é especialista da clínica Instituto Brasileiro de Terapias Alternativas (IBTA). Lá, o tratamento demora cinco dias, em que as doses são ministradas de acordo com o peso corporal do paciente. São de 20 a 80 miligramas por quilo corporal. “Ninguém fica internado. Temos uma lista de hotéis e pousadas na cidade onde os pacientes ficam. Elas são próximas à clínica e qualquer problema fazemos o atendimento.”

O naturopata não soube precisar a quantidade de pacientes que passaram pela clínica no período, mas informou que mensalmente recebe de 40 a 50 dependentes para o tratamento. “A susbtância está ficando mais conhecida e mostrando resultado, por isso o aumento de interessados. Ela funciona porque resgata o equilíbrio da serotonina e dopamina, fazendo com que a pessoa passe a sentir prazer em diversas situações e não só apenas quando utiliza entorpecente”, explicou.

Além disso, a substância afeta o lado emocional e psicológico do paciente. “Ele começa a entender melhor o que está acontecendo com ele, qual seu espaço no mundo, no universo, começa a entender porque relacionamentos não estão dando certo, perceber os erros e os acertos, vê o que tem que mudar”, afirmou.

O tratamento não é barato: na clínica de Paulínia, por exemplo, custa entre R$ 7,2 mil e R$ 8 mil. Ela recebe pacientes de todo o País e até dos Estados Unidos e Canadá.

Segundo o pesquisador da Unifesp, além de mexer quimicamente com o cérebro, a reação psíquica faz com que o paciente enxergue a própria vida enquanto a mente fica lúcida. “Isso faz os dependentes perceberem os fatores que os teriam empurrado para as drogas em determinados momentos da vida. Mas não é só ingerir a ibogaína e se livrar da dependência. É preciso fazer um período de ajuda psiquiátrica, um acompanhamento por ao menos um ano”, disse. Um outro estudo feito pela Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, que usou um eletroencefalograma, apontou que ondas cerebrais de um paciente que tomou ibogaína têm o mesmo comportamento daquelas de alguém em REM (a fase do sono em que sonhamos).
http://correio.rac.com.br/_conteudo/2015/03/capa/campinas_e_rmc/247068-raiz-africana-e-arma-contra-a-dependencia.html

Mais Link: http//:www.clinicaibta.com.br

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Aspectos legais relacionador ao tratamento com Ibogaína

Nas últimas semanas temos visto uma inundação de notícias na mídia sobre a liberação, pela ANVISA,  do uso de medicamentos derivados da Cannabis Sativa (popularmente conhecida como maconha), para uso em pacientes (a maioria crianças) com quadros de convulsões incontroláveis.

Essa medida demostra sensibilidade e deve ser louvada. Parabéns à ANVISA.

A agência inclusive divulgou uma nota onde orienta como deve ser feita a importação desse tipo de medicamento.

Nessas situações, o problema não é a substância, mas o uso que se faz dela.

Coincidentemente, algumas destas orientações da ANVISA tambem servem para a ibogaína medicinal. 

Apesar da ibogaína não ser restrita nem controlada no Brasil, e muito menos proscrita, como a Cannabis, o fato da ibogaína medicinal de referência não ser registrada no Brasil faz com que ela esteja sujeita às mesmas regras de importação. A diferença é que no caso da ibogaína, não é necessária a autorização prévia, por não se tratar de substância considerada droga ou entorpecente ou precursora nem submetida a regime especial. (Decreto nº 79094/1977 Art. 11, § 3º)

Observe na nota da ANVISA que é importante para que a importação seja legalizada que a medicação seja importada para uso pessoal e que o medicamento a ser importado, apesar de não registrado no Brasil, seja registrado em seu país de origem ou em outros países.

Além disso, para a importação ser legal é necessário que haja uma prescrição médica desse medicamento.

Então chegamos ao ponto: quando a pessoa decide que vai fazer um tratamento com ibogaína, aí então deve começar o processo de importação...com a prescrição do médico o medicamento é comprado no exterior e enviado ao Brasil no nome do paciente. 

Essa medicação passa pela ANVISA nos aeroportos e é então liberada, desde que esteja cumprindo todas as normas de envase, rotulagem, lacre de segurança, datas de fabricação e validade, etc.

Então, locais onde se agenda o tratamento e já contam com a medicação disponível, já demonstram apenas aí, a irregularidade da situação, pois deveriam aguardar a encomenda para então comprar o medicamento. Se já tem o medicamento disponível é porque esse "medicamento" (se é que podemos chamá-lo assim, pois não tem origem conhecida nem é fabricado segundo as boas práticas farmacêuticas) entrou no Brasil "por baixo do pano", e fazendo assim, tanto quem vende como quem 
compra está violando o artigo 273 do código Penal, sujeitando-se a penas altas.

Então, como já dissemos em outros posts, cuidado com essas ibogaínas "piratas", "similares" ou "genéricas", que são importadas irregularmente e não tem controle de qualidade algum, podendo causar mais prejuízos do que benefícios.

Temos aqui no Brasil uma variedade de profissionais não médicos realizando esses tratamentos, curiosos, massoterapeutas, enfermeiros, e até padres !!! 

Algumas dessas pessoas talvez até estejam bem intencionadas, outras com certeza nem tanto, mas todas estão colocando os pacientes em risco.

Fora os casos de pessoas que compram a substância pela internet, pensando em tomar em casa, sem absolutamente nenhuma assistência.

Ibogaína é um procedimento médico. Deve ser realizada em ambiente hospitalar com acompanhamento médico.

A própria ANVISA reconhece isso, quando exige uma receita para que o remédio possa ser importado.

Então, resumindo, existe sim uma maneira de se fazer um tratamento com ibogaína, no Brasil, totalmente dentro da legalidade: basta apenas utilizar-se de medicamento que seja registrado em seu país de origem, validado por uma receita médica, e em nome do paciente, para uso pessoal.

A desvantagem de se fazer assim é que se tem de esperar uns dias pela chegada da medicação e pela liberação da medicação no aeroporto, pela ANVISA, mas será que não vale a pena, para evitar complicações legais depois?

Fonte: http://banzzi.blogspot.com.br/2014/04/aspectos-legais-relacionados-ao.html

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Remédio à base de planta africana pode interromper vício em crack, revela estudo brasileiro

Medicamento se mostrou eficaz em 100%¨das mulheres que participaram da pesquisaWerther Santana/14.01.2012/Estadão Conteúdo
A ibogaína, medicamento obtido da raiz da Iboga ― planta encontrada em países africanos ― pode ser a chave para interromper a dependência do crack e outras formas de vício em 72% dos casos.
De acordo com a pesquisa do Departamento de Psiquiatria da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), após serem tratados com o medicamento, 55% dos homens e 100% das mulheres participantes ficaram livres do vício por, pelo menos, um ano.
Liderado pelo psiquiatra Dartiu Xavier, o estudo, realizado entre janeiro de 2005 e março de 2013, envolveu 75 pacientes dependentes de várias drogas, como cocaína, crack, álcool e outras menos comuns.
― O prazo de abstinência que obtivemos costuma ser considerado satisfatório para podermos falar em uma possível cura.
Segundo o especialista em clínica médica, Bruno Chaves, o período em que os pacientes conseguiram ficar abstinentes foi significativamente maior após o tratamento com ibogaína em comparação com os períodos de interrupção da dependência conseguidos pelos mesmos pacientes antes dessa experiência.
― Os tratamentos tradicionais alcançam resultados semelhantes em apenas 5 a 10% dos casos.
Chaves explica que o medicamento atua em duas frentes nos pacientes. Por um lado, aumenta uma substância já conhecida no cérebro, que repara as sinapses danificadas e cria novas conexões entre os neurônios, o que recupera, em parte, o dano causado pelas drogas.
― Junta a isso, também ocorre um reequilíbrio dos neurotransmissores e, por consequência, a proporção adequada entre serotonina, dopamina e noradrenalina, responsáveis pelas sensações de prazer.
Por outro lado, a ibogaína atua no campo psicológico do paciente. É comum o relato de uma certa confusão mental. "Durante os efeitos da medicação, os pacientes referiram experiências e vivências intensas, revivendo coisas que aconteceram em suas vidas", afirma o psiquiatra Xavier.
Efeitos colaterais
Embora tenham ocorrido reações como tonturas, tremores, náuseas, dores de cabeça e confusão mental, por até 24 horas após o início do tratamento, Chaves afirma que não houve registro de efeitos adversos graves nos pacientes pesquisados, como arritmias cardíacas ou mortes.
― O tratamento com ibogaína realizado em hospital, com acompanhamento médico constante, medicação de boa qualidade e procedência, em pacientes motivados, é seguro e sem complicações
Chaves também ressalta que uma das principais vantagens do uso da ibogaína contra a dependência química é que, enquanto o paciente que recebe tratamento tradicional fica, em média, nove meses internado, aquele que vivencia a experiência psicodélica passa, no máximo, 48 horas recluso.
Fonte: http://noticias.r7.com/saude/remedio-a-base-de-planta-africana-pode-interromper-vicio-em-crack-revela-estudo-brasileiro-13102014

Parabéns pelo ótimo trabalho!

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Dúvidas com a Ibogaína? Saiba mais sobre esse tratamento! (Parte 1)

Esse tratamento vem buscando ajudar a todos os dependentes de que a ibogaína pode ser a solução para a dependência química. Porém muitas clinicas estão utilizando a estratégia da Difamação para se mostrar melhor do que seus concorrentes. Então, o que é importante saber para realizar o tratamento em uma instituição séria?

1º - Referências, procure saber o que dizem da instituição, como ela trabalha e qual os profissionais que ela possui.

2º - Presença de um médico na instituição, e também de uma estrutura de Emergência próxima. Muitos realizam tratamento com ibogaína em chacaras longe de hospitais e sem estrutura ambulatorial, isso é necessário, pois nunca sabemos como o organismo pode reagir a subtância.

3º - Apoio ao dependente, mesmo após o tratamento é necessário um suporte ao paciente, devido a experiência realizada é de extrema importância um apoio a todos eles, de no minimo 6 meses.

4º - Qualidade da Iboga, sempre se atente a isso, existe inúmeros tipos de Iboga. Tem a Ibogaína derivada da Raiz da Iboga, Tem a Ibogaína gerada da Voacangina, Iboga TA, Casca, Raíz. Algumas clinicas dizem realizar o chá da iboga, quem trabalha seriamente com ela sabe que isso não é o IDEAL. Para se ter uma recuperação é necessario a ibogaína da forma mais pura possivel.
https://www.youtube.com/watch?v=25Nq6uzGBeI

5º - A ibogaína não fornece a ninguém 100% de cura. É necessário a vontade do dependente químico se recuperar, junto a um bom trabalho da instituição. A média internacional é de 70% de cura, no brasil as clinicas informam 80%. Então saiba de onde vem tais informações.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Relação da planta africana e Onirofrênico X Alucinógeno

Ibogaína não é Alucinógeno

Onirofrênico X Alucinógeno

A Ibogaína não é alucinógena, é onirofrênica, (Naranjo, 1974; Goutarel, Gollnhofer, and Sillans 1993), ou talvez seja melhor dizer, remogênica. Isso significa que ela estimula a mente de maneira a fazer com que o cérebro sonhe, (o chamado sono REM), mesmo com a pessoa consciente. Ocorre um estado de “sonhar acordado”, sem perda de consciência, sem mudança na percepção do meio ambiente e sem ilusões, e também sem perda da forma do pensamento nem despersonalização.

Do ponto de vista da neurofarmacologia, a substância não se liga ao receptor 5HT 2a, receptor este que é o alvo "padrão" dos alucinógenos.

Isso pode ser comprovado, alem de clinicamente, pela realização de um eletroencefalograma (EEG) após ser ministrada a substância, exame esse que vai mostrar o traçado típico do sono REM, e não padrões de alucinações.

Como podemos ver nas imagens abaixo, existe uma diferença muito grande entre os traçados eletroencefalográficos obtidos durante o sono REM e durante episódios alucinatórios, (Gutarel ET al, 1993; Lotsof and Alexander, 2001; Alper, 2001).




Fonte desta imagem : Unifesp


O traçado da Ibogaína é muito semelhante ao do sono com sonhos (REM)
Já o traçado de alucinações é bem diferente:


Alem disso, clássicamente, os alucinógenos manisfestam seus efeitos com os olhos abertos, enquanto a ibogaína apenas com os olhos fechados, o que corrobora a afirmação de que a ibogaína não é alucinógena, diferentemente do LSD, por exemplo.

Esse sonho "induzido", segundo o Dr. Carl Anderson, do MacLean Hospital, filiado à Universidade de Harvard, seria responsável pelo efeito anti-dependência da ibogaína, devolvendo a essas pessoas com danos psíquicos o poder curativo de seu sono e de seus sonhos. Ainda segundo este autor, existe uma similaridade muito grande entre o "sonhar acordado" da ibogaína com o sonho fetal.

Como o sonho é o responsável pela organização das idéias, dos pensamentos, fixação de memórias e outros mecanismos de organização mental, é fácil entender que o "sonhar intensivo" da ibogaína tenha um efeito restaurador cerebral.

São muito importantes essas informações, visto que um dos principais motivos pelos quais pessoas desinformadas tem restrições à ibogaína, é esta falsa crença que a substância seria alucinógena...mesmo que fosse, isso não seria motivo para não ser usada em situações clínicas; apenas a guisa de exemplo, o Dramin em altas doses e a ciclobenzaprina (Miosan) em doses terapêuticas, são alucinógenos, fato inclusive referido na bula deste último medicamento.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Sobre o TRATAMENTO Com Ibogaina.

O tratamento da dependência química é complexo e difícil. Exige um enorme esforço por parte do dependente químico e da sua família. Como as opções públicas de tratamento da dependência química são lamentáveis, quase sempre é preciso pagar por internações em clínicas especializadas e não raro todo o tratamento pode custar mais de R$ 20.000,00, incluindo remédios, internações, etc… De vez em quando “novas” descobertas no tratamento da dependência química prometem revolucionar a forma como isso é feito. A Iboga é uma dessas esperanças, uma planta de cuja casca da raiz pode ser obtida a ibogaína. A iboga é um arbusto com uma raiz subterrânea que chega a atingir 1,50m de altura e é composto de várias espécies. A que mais tem interessado no tratamento da dependência química é Tabernanthe iboga, encontrada nos Camarões, Gabão, República Central Africana, Congo, República Democrática do Congo, Angola e Guiné Equatorial. Algumas espécies animais, entre as quais os mandris e os javalis, alimentam-se das raízes da iboga para conseguir efeitos entorpecentes. Imagina-se que os pigmeus descobriram a eboka (iboga) observando o comportamento desses animais. Até hoje, estas populações utilizam a iboga em seus ritos. Em 1901, a ibogaína foi isolada pela primeira vez. Há notícia de que ela teria sido usada no Ocidente desde o início do século XX, no tratamento de gripe, neurastenia, doenças infecciosas e relacionadas ao sono. Iboga, uma nova esperança para o tratamento da dependência químicaEm 1962, Howard Lotsof, um jovem dependente químico de heroína, acabou descobrindo, por acaso, a iboga na África. Após uma viagem astral de 36 horas, relatou que perdeu o desejo de consumir heroína por completo. Em 1983, Lostsof relatou as propriedades antiaditivas da ibogaína e em 1985 obteve quatro patentes nos EUA para o tratamento de dependências de ópio, cocaína, anfetamina, etanol e nicotina. Fundou o International Coalition for Addicts Self Help e desenvolveu o método Endabuse, uma farmacoterapia experimental que faz uso da ibogaíne HCl, a forma solúvel da ibogaína. Através da administração de uma única dose, cujo efeito dura dois dias, haveria uma atenuação severa dos sintomas de abstinência e uma perda do desejo de consumir drogas por um período mais ou menos longo de tempo. O número de tratamento de dependentes químicos com a ibogaína está crescendo tanto que vem provocando escassez da planta que ainda é produzida de maneira artesanal. A ibogaína, cuja denominação química é 12-metoxibogamina, é uma forte droga alucinógena que age no combate à dependência química, por incrível que isso possa aparecer. Seus efeitos ainda estão sendo estudados, mas pesquisas feitas em humanos e animais indicam que a droga age em dois sentidos, por um lado ela age na química cerebral, estimulando a produção da proteínao GDNF, que promove a regeneração do tecido nervoso e estimula a criação de conexões neuronais. Isso permitiria que áreas do cérebro relacionadas com a dependência fossem reparadas e estimularia a produção de neurotransmissores responsáveis pela produção do prazer, a serotonina e a dopamina. São essas substâncias que podem explicar o desaparecimento da fissura pela droga relatados por dependentes logo após saída de uma sessão. Estudos preliminares também parecem mostrar que a ibogaína pode ajudar no tratamento do alcoolismo. Durante a pesquisa, ratos e camundongos foram induzidos ao consumo de álcool em doses diárias até habituarem-se à bebida. Os testes com Ibogaína demonstraram uma queda efetiva no consumo de álcool pelos roedores, diretamente relacionado ao aumento da produção de uma proteína pelo cérebro, o GDNF. Os tratamentos com ibogaína não são autorizados nos Estados Unidos, Reino Unido, França ou Suíça. Mesmo assim, têm sido adotados clandestinamente. No Panamá, a instituição liderada por Lotsof cobra 15 mil dólares; na Itália, o custo é de 2.500 dólares, e, nos EUA, o tratamento varia entre 500 e 2.500 dólares. Em Israel, a iboga está sendo pesquisada para uso no tratamento da síndrome de pós-guerra que afeta os soldados. No entanto, antes de achar que a ibogaína pode fazer o tratamento da dependência química uma série de estudos terão de ser feitos e não é atoa que ela não é liberada nos Estados Unidos, Reino Unido, França ou Suíça. No momento enquanto tais estudos não estão concluídos o mais seguro e único caminho para o tratamento da dependência química passa, obrigatoriamente, por consultar um psiquiatra especializado. Fonte: jardimdeflores.com.br

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Sobre o tratamento com ibogaina e reações.


Os efeitos de curto prazo da ibogaína dadas em doses terapêuticas para desintoxicação química e psicoterapia podem durar entre 24-48 horas. Cada experiência é única, no entanto elementos comuns são relatados. Entende-se que tendo o tempo para se preparar para a experiência por ter intenções positivas ou metas para o resultado, sendo dedicado a explorar o que você precisa para curar em sua vida, sentir-se seguro ao seu redor e sentir o apoio do povo que cuidam de você, irá gerar um efeito positivo no resultado
Efeitos PsicoativosSeus efeitos psicoativos têm sido descritos como "oneirogenico" o que significa que o que produz uma vigília ou lúcido estado de sonho da consciência. Na verdade, EEG (eletroencefalograma) e estudos de ritmos de ondas cerebrais em animais sugerem que a ibogaína causa REM (movimento rápido dos olhos por sonho lucido) . Este processo oneirogenico é caracterizado por fenômenos visuais que algumas pessoas sentem como sonhos vívidos, reflexões ou memórias. Ele foi descrito por algumas pessoas que a ibogaína pode ajudar emocionalmente e psicologicamente, permitindo um processo em que eles são capazes de pensar sobre a vida de uma perspectiva que parece ser mais objetivo. Alguns descreveram que este processo facilitado pela ibogaína lhes permite refletir sobre suas vidas sem medo, culpa, vergonha e outros sentimentos associados com o trauma que as pessoas em crise são frequentemente afetados. Note-se que nem todas as pessoas que tomam ibogaína relatam ter sonhos ou visões oníricas, porém ainda encontraram efeitos psicoativos, emocionais, níveis espirituais e físicos. Ibogaína não causa nenhuma perda de consciência ou despersonalização. Além disso, pode-se notar que, embora alguns tenham descrito anteriormente ibogaína como um "alucinógeno", o efeito da ibogaína na neurotransmissão é diferente dos efeitos das drogas psicadélicas clássicas ou alucinogénios tais como LSD
Efeitos Físicos: Os seus efeitos físicos são diferentes para cada pessoa. Alguns relatos incluem sensação de cabeça leve, sensibilidade ao movimento, som e luz e uma sensação de oscilação ou vibração. 
Possiveis Efeitos: Alguns desconfortos ou possíveis efeitos colaterais geralmente associados com doses terapêuticas de ibogaína incluem: ataxia (perda temporária de coordenação muscular), tremores leves (agitação), fotossensibilidade (sensibilidade à luz), náuseas, vômitos, pequenas mudanças na pressão arterial, dores nas costas, às vezes leve (possivelmente devido a deitar por um período prolongado de tempos) e possível insônia (particularmente em indivíduos dependentes de opiáceos). O potencial para efeitos colaterais e os riscos podem ser substancialmente minimizados, evitando quaisquer substâncias contra-indicados, antes e durante o tratamento, o exame médico adequado para todas as condições pré-existentes contra-indicadas, monitorização cuidadosa dos sinais vitais, hidratação adequada, com água e eletrólitos, antes e durante da terapia com ibogaína, a aplicação é realizada em uma sala semi-escura em uma posição confortável. Qualquer efeito colateral será deixado de sentir após 24 ou 48 horas da aplicação de ibogaina, e o anseio pelo uso de substancias quimicas nao será mais sentido, que deve ser grandemente reduzida ou eliminada através da acção da ibogaína. 
Efeitos a longo prazo: efeitos a longo prazo podem incluir a redução da ansiedade, melhora do humor  e aumento da energia. Algumas pessoas relatam ter dificuldade com parar dormir por um curto periodo de tempo (particularmente aqueles que se afastaram de opiáceos). A maioria das pessoas relatam sentir estes efeitos de 2 semanas a 3 meses ou mais.



quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Os efeitos do tratamento com IBOGAÍNA!

Os efeitos de curto prazo da ibogaína dadas em doses terapêuticas para desintoxicação química e psicoterapia podem durar entre 24-48 horas. Cada experiência é única, no entanto elementos comuns são relatados. Entende-se que tendo o tempo para se preparar para a experiência por ter intenções positivas ou metas para o resultado, sendo dedicado a explorar o que você precisa para curar em sua vida, sentir-se seguro ao seu redor e sentir o apoio do povo que cuidam de você, irá gerar um efeito positivo no resultado

Efeitos PsicoativosSeus efeitos psicoativos têm sido descritos como "oneirogenico" o que significa que o que produz uma vigília ou lúcido estado de sonho da consciência. Na verdade, EEG (eletroencefalograma) e estudos de ritmos de ondas cerebrais em animais sugerem que a ibogaína causa REM (movimento rápido dos olhos por sonho lucido) . Este processo oneirogenico é caracterizado por fenômenos visuais que algumas pessoas sentem como sonhos vívidos, reflexões ou memórias. Ele foi descrito por algumas pessoas que a ibogaína pode ajudar emocionalmente e psicologicamente, permitindo um processo em que eles são capazes de pensar sobre a vida de uma perspectiva que parece ser mais objetivo. Alguns descreveram que este processo facilitado pela ibogaína lhes permite refletir sobre suas vidas sem medo, culpa, vergonha e outros sentimentos associados com o trauma que as pessoas em crise são frequentemente afetados. Note-se que nem todas as pessoas que tomam ibogaína relatam ter sonhos ou visões oníricas, porém ainda encontraram efeitos psicoativos, emocionais, níveis espirituais e físicos. Ibogaína não causa nenhuma perda de consciência ou despersonalização. Além disso, pode-se notar que, embora alguns tenham descrito anteriormente ibogaína como um "alucinógeno", o efeito da ibogaína na neurotransmissão é diferente dos efeitos das drogas psicadélicas clássicas ou alucinogénios tais como LSD

Efeitos Físicos: Os seus efeitos físicos são diferentes para cada pessoa. Alguns relatos incluem sensação de cabeça leve, sensibilidade ao movimento, som e luz e uma sensação de oscilação ou vibração. 

Possiveis Efeitos: Alguns desconfortos ou possíveis efeitos colaterais geralmente associados com doses terapêuticas de ibogaína incluem: ataxia (perda temporária de coordenação muscular), tremores leves (agitação), fotossensibilidade (sensibilidade à luz), náuseas, vômitos, pequenas mudanças na pressão arterial, dores nas costas, às vezes leve (possivelmente devido a deitar por um período prolongado de tempos) e possível insônia (particularmente em indivíduos dependentes de opiáceos). O potencial para efeitos colaterais e os riscos podem ser substancialmente minimizados, evitando quaisquer substâncias contra-indicados, antes e durante o tratamento, o exame médico adequado para todas as condições pré-existentes contra-indicadas, monitorização cuidadosa dos sinais vitais, hidratação adequada, com água e eletrólitos, antes e durante da terapia com ibogaína, a aplicação é realizada em uma sala semi-escura em uma posição confortável. Qualquer efeito colateral será deixado de sentir após 24 ou 48 horas da aplicação de ibogaina, e o anseio pelo uso de substancias quimicas nao será mais sentido, que deve ser grandemente reduzida ou eliminada através da acção da ibogaína. 

Efeitos a longo prazo: efeitos a longo prazo podem incluir a redução da ansiedade, melhora do humor  e aumento da energia. Algumas pessoas relatam ter dificuldade com parar dormir por um curto periodo de tempo (particularmente aqueles que se afastaram de opiáceos). A maioria das pessoas relatam sentir estes efeitos de 2 semanas a 3 meses ou mais.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Tratamento com ibogaina cura para dependencia!


IBOGAÍNA UM ALUCINÓGENO PARA COMBATER O USO DE COCAÍNA, HEROÍNA, MORFINA E OUTRAS DROGAS.

Tratamento ibogaina
! Ibogaína é o princípio ativo da raiz da iboga. Trata-se de um alcaloide indólico enteogênico capaz de antagonizar e anular a ação de uma série de alcalóides ou compostos orgânicos nitrogenados de intensa bioatividade sobre o cérebro, como a cocaína, heroína e morfina, dentre outros.

Tabernanthe iboga - a planta
Obtida de um arbusto da família Apocynaceae, de origem africana Tabernanthe iboga, nas regiões do Congo e do Gabão entre os pigmeus e alguns povos bantos, que possivelmente assimilaram essa prática pelo contato com esses misteriosos povos da floresta que são os pigmeus, se praticam rituais com preparados dessa planta denominado, entre as tribos Apindji e Mitsogho, como Buiti. Outros grupos e etnias do Gabão também o utilizam possivelmente a partir desse contato cultural.
De acordo com a antropóloga Labate, há dois tipos de Buiti: o tradicional que surgiu no século 19 - e o sincrético, o mais difundido, que é produto da fusão do primeiro com elementos de outros cultos africanos e da influência da evangelização cristã no continente no início do século 20. Possivelmente sob influência das notícias de cura, transformações psicológicas associada à conversão religiosa e participações de estrangeiros, o mundo ocidental tem despertado interesse sobre essa planta e esse ritual.
Preparados com essa planta vem sendo utilizado, com sucesso, em sessões terapêuticas cujo objetivo é alcançar a cura completa da drogadição.. Observe-se que não são os mesmos extratos utilizados nas distintas tribos, pois segundo a referida antropóloga são preparados mantidos em sigilo.
Quimicamente, a ibogaína é classificada como uma triptamina, análoga à melatonina, estruturalmente semelhante à harmalina.
Muito se tem falado a respeito da Ibogaína aqui no Brasil nos últimos tempos... bem e mal, com discussões apaixonadas, e, às vezes, desprovidas de cunho científico e repletas de preconceito.
Para quem não sabe, Ibogaína é uma substância extraída da planta Tabernanthe iboga, originária do Gabão, e planta sagrada utilizada nos rituais da religião Bwiti, religião e rituais estes existentes desde a pré-história. Em 1962 Howard Lotsof, na época dependente de heroína, descobriu que uma única dose de Ibogaína foi suficiente para curar a dependência sua e de alguns amigos. A partir daí surgiu com força uma rede internacional de provedores de tratamentos para dependência em todo o mundo, alguns oficiais, outros underground. Desde essa época até hoje cerca de 10.000 pessoas já fizeram o uso médico da substância, com resultados, em sua maioria, muito bons. Realmente os efeitos são surpreendentes, e, em muitos casos, ocorre uma melhora do quadro de dependência significativa, em apenas 24 horas.
Como tudo que é diferente, e como tudo que é inovador, existem também em relação à Ibogaína controvérsias e dúvidas, que tem origem na desinformação e no preconceito, e algumas vezes também em interesses econômicos. Este texto visa esclarecer as dúvidas e orientar as pessoas sobre o assunto. É interessante o fato de que a maioria das pessoas que é contra esse tratamento, não sabe absolutamente nada a respeito, mesmo alguns sendo renomados profissionais da área. É o estilo “não li e não gostei”. Na área da dependência química no Brasil, alguns egos são imensos.
Sempre que se fala de Ibogaína, cita-se o fato de a mesma ser proibida nos Estados Unidos e em mais 3 ou 4 países, sendo em todos os outros (inclusive no Brasil) isso não ocorre. Pelo contrário, o Brasil é um dos pioneiros nesse tratamento e os profissionais envolvidos, apesar de pouco conhecidos aqui, têm reconhecimento internacional. Essa proibição da Ibogaína em poucos países deve-se à desinformação e a interesses econômicos e políticos.
Primeiramente, essa medicação não interessa à grande indústria farmacêutica, visto ser derivada de plantas, com a patente de 1962 já expirada, tendo, portanto, um baixo potencial de lucro.
Além disso, em muitos locais, o preconceito contra os dependentes faz com que eles sejam vistos como pessoas que não merecem serem tratadas e sim presas ou escorraçadas. Assim sendo, o fato da Ibogaína ter sido descoberta por um dependente químico, para algumas pessoas, já a desqualifica.
Fora isso, o falso conceito de que a planta é alucinógena, gera uma quase histeria em determinados profissionais da área, que mal informados, com má vontade, e baseados em informações conflitantes pinçadas na internet, repassam informações errôneas adiante. A Ibogaína não é alucinógena, é onirofrênica, (Naranjo, 1974; Goutarel, Gollnhofer, and Sillans 1993), ou talvez seja melhor dizer, remogênica, ela estimula a mente de maneira a fazer com que o cérebro sonhe, mesmo com a pessoa acordada. Isso é comprovado por inúmeros estudos ao redor do mundo, mas é fácil confirmar, basta fazer um eletroencefalograma (EEG) durante o efeito da substância pra se ver que o padrão que vai aparecer é o do sono REM, não de alucinações. Além disso, a ibogaína não se liga ao receptor 5HT 2a, o alvo clássico de alucinógenos como LSD, por exemplo.
Outra crítica relacionada à  Tratamento Ibogaína, que é sempre citada, são as até agora 14 mortes que ocorreram, em 48 anos, como comentado acima, em cerca de 15000 tratamentos realizados. Isso dá menos de 1 fatalidade em cada 1000 tratamentos, número muito menor por exemplo do que as fatalidades provocadas por metadona, que é outra substância utilizada no tratamento da adição, e que é de 1 fatalidade para cada 350 tratamentos.
O detalhe, sempre deixado de lado pelos detratores da Ibogaína, é que em todos os casos de fatalidades registrados, comprovadamente se detectou o uso sub-reptício concomitante de heroína, cocaína e/ou álcool, confirmado por necropsia, o que nos leva à conclusão de que não existem fatalidades relacionadas à Ibogaína e sim à heroína/cocaína/álcool e à mistura dessas substâncias... além disso, poucas coisas no mundo são mais mortais do que usar drogas.. isso sim é perigoso.
Mais outra crítica é sobre o uso em humanos, sendo que no Gabão, há 5000 anos humanos já usam a substância em seus rituais, sem problemas. Já foram feitos vários trabalhos científicos, por cientistas renomados, que comprovam a baixa toxicidade e a segurança do tratamento, desde que feito dentro dos protocolos.
A taxa média de eficácia do Tratamento com ibogaina para dependência de crack é de 70 a 80%, que é altíssima, principalmente se lembrarmos que, além de ser uma doença gravíssima, as taxas de sucesso dos tratamentos tradicionais é de 5%. Incrivelmente, essa taxa de 80% também é alvo de críticas... Porque não são 100%, eles dizem? Já que é tão bom, porque não cura todo mundo? Ora, nenhum tratamento médico é 100%, existem variáveis ponderáveis e imponderáveis que influenciam a evolução dos pacientes, como motivação, características individuais de cada paciente, preparação adequada, com psicoterapia pré e pós tratamento de alto nível, tudo isso faz com que haja variações na eficácia. O fato é que a Ibogaína é hoje, de longe, o tratamento mais eficaz contra a dependência que se tem notícia, em toda a história da humanidade. Feito com os cuidados necessários, é seguro, eficaz, e não existem relatos de sequelas, nem físicas, nem psicológicas.
Assim sendo, pessoas que vivem da cronicidade da doença, para as quais não interessa que haja cura e sim perpetuação do quadro, e assim, indiretamente, perpetuação dos lucros, se insurgem contra ela.
Em toda a história da humanidade, as inovações, as mudanças de paradigma, sempre foram combatidas.
E apenas mais um detalhe: as outras opções de tratamento, são bastante ineficazes, para que se possa dar ao luxo de não dar à ibogaína a atenção que ela merece.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

TUDO SOBRE IBOGAINA / IBOGAÍNA


Ibogaina

Ibogaína é o princípio ativo da raiz da iboga. Trata-se de um alcalóide indólico enteogênico capaz de antagonizar e anular a ação de uma série de alcalóides oucompostos orgânicos nitrogenados de intensa bioatividade sobre o cérebro, como a cocaínaheroína e morfina, dentre outros.[1]
Obtida de um arbusto da família Apocynaceae, de origem africana Tabernanthe iboga, nas regiões do Congo e do Gabão entre os pigmeus e alguns povosbantos, que possivelmente assimilaram essa prática pelo contato com esses misteriosos povos da floresta que são os pigmeus, se praticam rituais com preparados dessa planta denominado, entre as tribos Apindji e Mitsogho, como Buiti. Outros grupos e etnias do Gabão também o utilizam possivelmente a partir desse contato cultural.[2]
De acordo com a antropóloga Labate [3], há dois tipos de Buiti: o tradicional que surgiu no século 19 - e o sincrético, o mais difundido, que é produto da fusão do primeiro com elementos de outros cultos africanos e da influência da evangelização cristã no continente no início do século 20. Possivelmente sob influência das notícias de cura, transformações psicológicas associada à conversão religiosa e participações de estrangeiros, o mundo ocidental tem despertado interesse sobre essa planta e esse ritual.
Preparados com essa planta vem sendo utilizado, com sucesso, em sessões terapêuticas cujo objetivo é alcançar a cura completa da drogadição.[4]. Observe-se que não são os mesmos extratos utilizados nas distintas tribos, pois segundo a referida antropóloga são preparados mantidos em sigilo.
Quimicamente, a ibogaína é classificada como uma triptamina, análoga à melatonina, estruturalmente semelhante à harmalina. Um dos primeiros pesquisadores a estudar os potenciais efeitos da ibogaína psicoterápico foi o psiquiatra chileno Claudio Naranjo, na década de 1960s e segundo Freedlander, 2003 o uso da ibogaína para o tratamento da dependência de drogas tem sido baseada em relatos da International Coalition of Addict Self-Help (ICASH) e DASH (Dutch Addict Self-Help Group) de pesquisas realizadas com voluntários desde os anos 80.